Museus de Londres: Wellcome Collection

The Wellcome Collection

Na semana passada eu fui visitar a exposição de ciências forenses na Wellcome Collection à frente da estação de comboios de Euston. Estava a chover como de costume, mas enfim, eu vivo em Inglaterra, do que é que eu estava à espera?

A Wellcome Collection começou com a paixão do Sir Henry Wellcome pela medicina, uma paixão que o levou a coleccionar milhões de objectos. Por isso, como podem imaginar, a grande maioria das exposições são sempre relacionadas com a medicina e a sua influência no mundo. Este era o caso da exposição Forensics: The Anatomy Of Crime (Ciências Forenses: A Anatomia do Crime).

Foi uma exposição fantástica, especialmente se se deram ao trabalho de ler toda a informação disponível como eu. Eu não consigo lembrar-me da última vez em que fiz isso, eu nunca faço! Só para verem o quão interessante foi.

A exposição estava dividida em salas que mostravam os diferentes estágios da ciência forense. Comecámos na cena do crime, onde os métodos de fotografar vítimas e técnicas de deduzir a hora de morte de um corpo eram demonstradas. Também havia um vídeo curto sobre o ciclo de vida de uma mosca e como isto ajudou os especialistas forenses no mundo inteiro a resolver casos. Eles contaram como as larvas foram introduzidas na ciência forense no século 20, já que antes as pessoas pensavam que certos animais não se reproduziam, mas que vinham do nada (ou, no caso de uma mosca, que vinham de carne podre).

Depois seguimos para a morgue, onde havia um vídeo de uma especialista em necrotério falava sobre o seu trabalho e métodos. assim como as ferramentas e livros velhos e como é que se faz uma autópsia. No entanto, o que mais me incomodou foi o áudio de uma autópsia a ser feita, o que envolvia muitos sons crocantes e pegajosos.

Depois disso entramos no laboratório, onde a exposição se focava na identificação de suspeitos, mostrando-nos como o reconhecimento facial, as impressões digitais, o ADN e as balas são usados e como essas técnicas começaram.

A seguir mostraram-nos ossos, e desculpem-me mas eu não consigo lembrar-mo do nome desta sala, mas era escura e havia um ecrã gigante onde podíamos ver um grupo de mulheres a procurarem pelos corpos dos seus familiares num deserto. Elas tinham procurado pelos corpos das vítimas da ditadura (no Chile, as vítimas do Pinochet) durante décadas e como uma delas tinha encontrado o pé do irmão dela ainda dentro do sapato.

Finalmente entrámos no tribunal, onde nos mostraram histórias de crimes passados e como costumavam transcrever e ilustrar os julgamentos.

No final de contas, uma exposição bastante entusiasmante, especialmente para todos vocês que são fãs de CSI ou Dexter. Desculpem pela falta de fotografias, mas não era permitido tirá-las dentro da exposição. O interior do prédio é muito agradável, tem um café e uma loja bem grande cheia de livros sobre exposições actuais e passadas. Também há uma biblioteca muito interessante mas, outra vez, focada em medicina do mundo inteiro, e uma grande fonte de informação. Eu recomendo mesmo irem visitar e dar uma olhada.

Espero que isto tenha sido interessante e espero que estejam a aproveitar o feriado hoje, mesmo com o tempo como está!

Até à próxima,

Inês

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